sexta-feira, 27 de maio de 2016

Você não acredita em ETs? Então está contra as probabilidades

Você não acredita em ETs? Então está contra as probabilidades

A equação de Drake invertida fica: A = Nast * fbt, onde Nast é o número de planetas habitáveis em um determinado volume do Universo e fbt é a probabilidade de uma espécie tecnológica evoluir em um desses planetas.[Imagem: University of Rochester]

Equação de Drake
Poucos apostam que estamos sozinhos no Universo. Contudo, enquanto não haja uma demonstração cabal de um ser de outro planeta pousando por aqui - e eventualmente dizendo "Queremos falar com seu líder" - a questão continua entregue às conjecturas.
A maneira cientificamente mais elaborada de abordar esse problema é a famosa equação de Drake, elaborada em 1961 pelo astrônomo Frank Drake. O problema é que os termos da equação vinham sendo considerados incertos demais para que se chegasse a um cálculo razoável sobre a quantidade de civilizações inteligentes que possam existir pelo Universo.
Mas esta não é a opinião de Adam Frank (Universidade de Rochester) e Woodruff Sullivan (Universidade de Washington), que defendem que basta usar uma abordagem mais razoável para mostrar que já temos conhecimento suficiente para atribuir valores à maioria dos termos da equação, o que permite chegar a uma probabilidade bem razoável sobre a existência de alienígenas inteligentes.
A dupla conclui que, a menos que as probabilidades de evolução da vida em um planeta habitável sejam surpreendentemente baixas, então a espécie humana definitivamente não é a primeira civilização tecnológica, ou avançada, do Universo.
O trabalho também, e pela primeira vez, estabelece limites quantitativos para o que se pode considerar "pessimismo" ou "otimismo" quando se trata de estimar a probabilidade de vida extraterrestre avançada.
Arqueologia cósmica
Com o avanço nas pesquisas dos exoplanetas, a maioria das questões contidas na equação de Drake já pode ser respondida com razoável probabilidade de acerto. No entanto, três questões ainda estão em aberto: a frequência com que a vida surge e evolui em diferentes planetas, quantas vezes essa vida evolui para seres inteligentes e quanto tempo uma civilização pode durar antes de ser extinta.
Você não acredita em ETs? Então está contra as probabilidades
Os cálculos indicam que a Via Láctea tem 100 milhões de planetas habitáveis. Isto sem contar que a Via Láctea pode ser 50% maior do que se calcula. [Imagem: PHL@UPR Arecibo/NASA/Richard Wheeler]
"Em vez de perguntar quantas civilizações podem existir agora, nós perguntamos: 'Será que somos a única espécie tecnológica que já surgiu?'," explica Sullivan. "Esta mudança de foco elimina a incerteza da questão do tempo de vida de uma civilização e nos permite abordar o que chamamos de 'questão arqueológica cósmica' - com que frequência na história do Universo a vida evoluiu para um estado avançado?"
Em vez de calcular as chances do desenvolvimento de seres avançados, a dupla calculou as probabilidades contrárias à sua ocorrência, a fim de verificar as chances de a humanidade ser a única civilização avançada em toda a história do universo observável.
"Claro, não temos ideia do quão provável é que uma espécie tecnológica inteligente irá evoluir em um determinado planeta habitável. Mas, usando o nosso método, podemos dizer exatamente quão baixa a probabilidade teria de ser para sermos a única civilização que o universo produziu. Chamamos que de 'linha do pessimismo', disse Frank.
ETs: Vocês existem. Ou já existiram
O resultado é uma chance em 10 bilhões de trilhões (1 x 10-22, ou 0,0000000000000000000001) de que nunca tenha existido outra civilização tecnologicamente comparável à nossa em algum outro planeta.
"Um em cada 10 bilhões de trilhões é incrivelmente pouco," avalia Frank. "Para mim, isso implica que outras espécies inteligentes e produtoras de tecnologia muito provavelmente evoluíram antes de nós. Pense nisso desta maneira: antes do nosso resultado, você seria considerado um pessimista se imaginasse que a probabilidade de evolução de uma civilização em um planeta habitável fossem, digamos, de uma em um trilhão. Mas mesmo esse palpite, uma chance em um trilhão, implica que o que aconteceu aqui na Terra com a humanidade de fato teria acontecido cerca de outras 10 bilhões de vezes ao longo da história cósmica!"
Para partes mais restritas do Universo os resultados são menos extremos, mas igualmente impressionantes. Por exemplo, quando o cálculo é feito com base no número de estrelas e planetas habitáveis que se calcula existirem apenas na Via Láctea, as probabilidades de estarmos sozinhos são de uma chance em 60 bilhões.

Fonte: Inovação Tecnologica

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