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sábado, 11 de abril de 2020

Os bizarros experimentos da CIA para controlar a mente humana durante a Guerra Fria


Durante a Guerra Fria, os Estados Unidos e a União Soviética competiam pelo domínio em áreas tecnológicas e militares. A disputa entre os dois países envolveu desde a corrida espacial até o desenvolvimento de arsenais atômicos capazes de destruir o mundo. Na luta pela hegemonia entre as potências mundiais, valia tudo. Naquela época, a CIA e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos chegaram até mesmo a promover bizarros programas de pesquisa para tentar controlar a mente humana. 

Grande parte desses experimentos foram elaborados por Sidney Gottlieb, químico e funcionário de alto escalão da CIA. Sua história é contada no livro Poisoner in Chief: Sidney Gottlieb and the CIA Search for Mind ("Envenenador-Chefe: Sidney Gottlieb e a Busca da CIA pelo Controle da Mente", em tradução livre), publicado no final do ano passado nos Estados Unidos.

Entre as iniciativas nas quais Gottlieb se envolveu estava o programa secreto MK-Ultra, desenvolvido pela CIA durante a década de 1950.  O projeto incluía experimentos envolvendo o uso de drogas como LSD, mescalina e outros psicoativos para observar seus efeitos no comportamento das pessoas. O plano contava com duas fases: primeiro era preciso fazer desaparecer a mente de suas cobaias e depois preencher esse espaço vazio com uma mente "nova". De acordo com Gottlieb, o primeiro objetivo chegou a ser alcançado, enquanto o segundo não deu resultado.

A corrida armamentista também impulsionou a CIA a pesquisar sobre os poderes da comunicação telepática. George Lawrence, um psicólogo vinculado às ciências paranormais e à informática, foi o encarregado de dirigir um programa de pesquisa único. Em 1972, esse projeto pretendia aumentar a velocidade de resposta diante de um possível ataque nuclear, pelo uso da telepatia para desviar mísseis e até para se comunicar à distância com submarinos.  Tanto esse programa quanto o MK-Ultra foram tremendos fracassos.


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