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terça-feira, 21 de março de 2017

A Teoria da gravidade de Einstein pode ter que ser reescrita


Pesquisadores da Universidade de St. Andrews (Reino Unido) descobriram um enorme anel de galáxias se afastando de nós muito mais rápido do que o previsto.
Este anel com 10 milhões de anos-luz de diâmetro, feito de pequenas galáxias, está se expandindo rapidamente como um minúsculo ‘Big Bang’.  A equipe acredita que Andrômeda, nossa galáxia vizinha, uma vez passou muito perto da nossa própria galáxia, criando um efeito estilingue de várias galáxias pequenas.
O Dr. Hongsheng Zhao da Escola de Física e Astronomia, e co-autor do trabalho publicado na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, pela Oxford University Press, disse:
Se a Gravidade de Einstein estivesse correta, nossa galáxia nunca chegaria próxima o suficiente de Andrômeda para esparramar algo tão rápido assim.
Se estiver correta, a descoberta forçaria uma nova compreensão da gravidade e do nosso cosmos. Como tal, um voo galáctico aproximado só faria sentindo se a gravidade enfraquecesse mais lentamente à medida que as galáxias se separassem, do que a ciência de tendência predominante sugere.
Indranil Banik, aluno PhD que liderou o estudo, disse:
A distribuição similar a um anel é muito peculiar. Estas pequenas galáxias são como um fio de gotas de chuva espirradas para fora de um guarda-chuvas que estava girando. Descobri que quase nem há uma chance de 1 em 640 para galáxias aleatoriamente distribuídas se alinharem desta forma observada. Tracei suas origens a um evento dinâmico, quando o Universo tinha somente metade da idade que tem hoje.
Esta onda similar a um tsunami no céu provavelmente foi causada pelo quase choque da galáxia Andrômeda com a nossa galáxia, a Via-Láctea. As duas enormes galáxias sempre orbitam uma à outra num plano e teria esparramado galáxias anãs pelos suas trajetórias, talvez explicando porque as galáxias anãs se afastando em alta velocidade estão no mesmo plano da Via Láctea e da Andrômeda.
Banik adicionou:
No paradigma da gravidade de Einstein, a hipotética matéria escura sempre é convocada. Tal alta velocidade requer 60 vezes mais massa do que vemos nas estrelas da Via Láctea e da Andrômeda. Porém, a fricção entre suas enormes auréolas de matéria escura resultaria na união delas, ao invés de se separarem a 2,5  milhões de anos-luz, como elas devem ter feito.
Marcel Pawlowski, da Universidade da Califórnia em Irvine, o qual estimulou a descoberta de Banik, disse:
A ciência progride através dos desafios. Junto com outros planos conhecidos de satélites, este gigantesco anel forma um sério desafio para o paradigma padrão.
Atualmente o Dr. Zhao está se inscrevendo para um financiamento da UK Science and Technology Facilities Council, a fim de dar continuidade ao seu trabalho com simulações detalhadas da origem do anel e de nossas galáxias vizinhas, com gravidade alternativa.

Fonte: OVNIHoje

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